Por Rômulo Maia
Vidas encerradas.
Sufocadas.
Quantas não vividas.
Morte em vida.
Matam como se gente fosse
propriedade.
Objeto.
“Coisificam” a mulher.
Tá lá no velho clichê:
“Toda mulher é uma flor!”.
Talvez porque pensem que flor seja
frágil,
fácil de despetalar.
Pois, se for assim,
que dessa flor vocês sejam o espinho,
E do espinho, a estocada;
Na convicção do machista,
a cutucada.
Espinho que, erguido,
Seja espada,
Grito de independência.
A flor vencendo o canhão.
Batalha sem descanso.
Pois não haverá trégua.
Nem compreensão.
Na outra linha está cultura,
costume,
atraso,
Viúvos da escravidão.
A solução é pé na porta. Rebelião.
Pois o machismo não será curado
Com um reles aperto de mão.
Rasgar princípios,
reescrever as regras.
Fazer, vestir, falar, amar
quem e como quiser:
esse é o adubo do novo tempo.
O princípio da revolução:
Quando eles dizem “Sim!”
E vocês dizem “Não!”
Lugar de mulher
é em todo lugar,
Lugar de mulher
é onde ela quiser.
(Poema feito para a abertura do Torneio de Futsal Feminino 'Lugar de mulher é onde ela quiser', realizado no dia 16 de setembro de 2018 em Pio IX - Piauí)

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