As imagens de Brumadinho são fortes. Tão intensas e surreais, que parecem pinçadas de um longa de ficção.
Mas são reais.
Os rostos enlameados, as muitas vidas destruídas, um ecossistema inteiro modificado pela lama de rejeitos não deixam dúvidas. São reais!
No país dos absurdos, estamos diante de mais uma tragédia evitável. E não será a última!
O crime em Brumadinho aconteceu pela soma de elementos que bem conhecemos: ganância, omissão e corrupção certamente emergirão da lama da Vale e dos governos e seus órgãos de licenciamento e fiscalização.
O oportunismo também ronda Brumadinho. Fake News levam equipes de buscas a lugares onde não há vítimas. Doações em dinheiro são arrecadadas por quem não as entregará aos atingidos.

Na busca por publicidade, uma marca de cosméticos enlameia modelos, que posam encenando dor - batom, sobrancelhas e cílios bem limpos e destacados. Deram à bizarrice o nome de “campanha protesto”.
Em menor proporção, há quem esteja fazendo o mesmo visando míseros likes.
Esquecem que dor não se encena, principalmente quando provém de situação tão devastadora. Há algo de muito errado com um sentimento que precisa ser travestido e propagado.
Dor não precisa de outdoor. Dor a gente sente, cada um ao seu modo e intensidade. Dor a gente ajuda a curar, amenizar, confortar. Principalmente quando nossa dor é infinitamente menor à das vítimas.
As imagens de Brumadinho são fortes. Reais demais. Não precisam de caricatura.
Mas são reais.
Os rostos enlameados, as muitas vidas destruídas, um ecossistema inteiro modificado pela lama de rejeitos não deixam dúvidas. São reais!
No país dos absurdos, estamos diante de mais uma tragédia evitável. E não será a última!
O crime em Brumadinho aconteceu pela soma de elementos que bem conhecemos: ganância, omissão e corrupção certamente emergirão da lama da Vale e dos governos e seus órgãos de licenciamento e fiscalização.
O oportunismo também ronda Brumadinho. Fake News levam equipes de buscas a lugares onde não há vítimas. Doações em dinheiro são arrecadadas por quem não as entregará aos atingidos.

Na busca por publicidade, uma marca de cosméticos enlameia modelos, que posam encenando dor - batom, sobrancelhas e cílios bem limpos e destacados. Deram à bizarrice o nome de “campanha protesto”.
Em menor proporção, há quem esteja fazendo o mesmo visando míseros likes.
Esquecem que dor não se encena, principalmente quando provém de situação tão devastadora. Há algo de muito errado com um sentimento que precisa ser travestido e propagado.
Dor não precisa de outdoor. Dor a gente sente, cada um ao seu modo e intensidade. Dor a gente ajuda a curar, amenizar, confortar. Principalmente quando nossa dor é infinitamente menor à das vítimas.
As imagens de Brumadinho são fortes. Reais demais. Não precisam de caricatura.
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