"CABINHA". Em bom piononês, essa é expressão utilizada para designar um indivíduo no auge da fase mágica da vida: a infância. É o que por aí chamam de "gurí", "moleque". Cabinha é o menino de pé no chão, joelho ralado e canelas cinzas de terra se divertindo com uma bola murcha (ou qualquer outro apetrecho). Cabinha que é cabinha sempre é visto com o cabelo desgrenhado, a roupa amarrotada e um sorriso fácil no rosto. Não tem a ver com pobreza, falta de cuidado ou grau de instrução, mas com a liberdade de ser o que é. No fundo, os cabinhas sabem que um dia vão se tornar "cabas". Tornar-se "caba" é crescer. E crescer, vocês sabem, eu também sei, é chato pra danar. Por isso eles aproveitam tanto e tão intensamente. Que a liberdade e alegria dos cabinhas seja a nossa. Para sempre!
Texto e fotos: Rômulo Maia



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