Foi em sonho que Irene recebeu um conselho: “A única coisa que não se pode negar é a voz,
porque se não morre querendo falar alguma coisa e não consegue.” Quem lhe cochichou
a sabença partiu do mundo dos vivos após uma semana no hospital tentando
balbuciar as derradeiras palavras – sem sucesso. Em vida, dizendo Irene, era do tipo que negava "Bom dia!".

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