bom apetite (por Rômulo Maia)
O pai plantou e colheu o
que seca não deixou nascer.
Na panela de barro encarvoada
A mãe cozinhava tudo aquilo
que a seca não deixou nascer.
Os nove filhos, sentados à mesa,
Olhavam assustados para o fundo do prato
E o fundo do prato lhes devolvia o mesmo olhar.
Naquela noite, naquele mês, naquele ano,
Comeram tudo aquilo que a seca não deixou nascer.
Teresina, 04/06/2005
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