EXEMPLO DO FOGUETEIRO
Eu estava na minha calçada
Quando João Cosme chegou
Aí chegou João Barreto
Três João ali se juntou
Só não vou fazer verso
Porque o Barreto passou
Ele não quis escutar
Pelo que já se passou
Já vive lá pelas roças
Da cidade se mudou
Deixou todo seu comércio
Hoje é agricultor
Ele era comerciante
Era do pé do balcão
Hoje vive trabalhando
Ele não vende mais não
Agora vive na roça
Plantando milho e feijão
Fui vender um fogueteiro
Porem ele não comprou
Isso aí não vale nada
Foi o que ele me falou
E dentro de pouco tempo
O comércio se acabou
Eu vi todo o seu passado
E vi como começou
Prodigíu da natureza
Precisa se dar valor
Não comprou um fogueteiro
De tudo você zombou
Todos que acreditam
No valor do fogueteiro
Em cada casa tem um
Nunca mais faltou dinheiro
Chega cedo na bodega
Vende muito o dia inteiro
Seu trabalho lá da roça
Tem valor e tem prodígio
Me comprando um fogueteiro
Está esento de perigo
Mais é se acreditar
Nesta história que aviso
Você estará curado
Será bem aventurado
Acreditando no que digo
Eu aqui vou terminar
Essa minha narração
A você peço desculpas
De minha composição
Vivendo da agricultura
Em casa só ver fartura
Batata , milho e feijão
PIO IX , 28/06/85
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