NADA É EM VÃO
É noite!
O cansaço me abate
E as amarras do sono me prendem.
Durmo!
Ao dormir tenho sonhos
Sonhos que giram em torno da minha expectativa,
Do meu futuro,
Da minha irresponsabilidade.
Alegria, tristeza,
Sucesso, fracasso:
Opostos que na distorção dos meus sonhos
Tornam-se sinônimos.
A noite passa lentamente.
Acordo várias vezes,
Algumas confiante,
Outras sem esperança.
Ao terminar sua fúnebre caminhada,
A noite sede lugar a um novo dia.
Este trás consigo a ansiedade,
Agora cruel, que aperta com força meu peito.
As primeiras horas do dia também rastejam
Mas, mesmo se arrastando, trazem a notícia.
A notícia que eu não queria ouvir
Mas, esperava.
TRITEZA? Não!
Decepção? Não!
Arrependimento!
Diante do fracasso,
Faço uma analise da minha vida.
Percebo que apesar de intensa, ela não é perfeita
E que abrindo mão de pequenas coisas,
Poderei obter êxito em muitos dos meus objetivos.
Nada que fazemos é em vão
E de um fracasso,
Podem ser extraídos conhecimento e forças
Para se trilhar um caminho vitorioso,
Rumo a um futuro promissor.
Rômulo Maia de Alencar
Pio IX, 16 de Janeiro de 2003
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