ERA UMA VEZ UM CASAL : ABÍLIO E CONCEIÇÃO
Abílio quando era novo
Casou-se com conceição
Vivia bem satisfeito
Em completa união
Ela deu pra pular cerca
Daí veio a confusão
Abílio quando viu isso
Pensou em lhe abandonar
Mas se deixasse ela
Outra não ia encontrar
Embora ficando triste
Resolveu se conformar
Abílio é um homem sério
Gosta de honestidade
Mas Conceição traiu ele
Usando de falsidade
Juntou-se a outros homens
Perdeu a dignidade
Hoje vive desunido
Em completa confusão
Abílio não obedece
Da esposa a direção
Ele é o chefe de casa
É quem tem toda razão
Ele vive desgostoso
Nunca mais teve prazer
Porque a sua esposa
Deu até pra lhe bater
E ele por causa disto
Já até pediu para morrer
Observe que Abílio
É quem lhe dar o sustento
Ele é aposentado
É quem compra o alimento
Se você ficar sem ele
Vai lhe causar mais tormento
E por isso Conceição
Trate Abílio com amor
Observe que na vida
Você foi só quem errou
Não merece tratar ele
Assim com tanto rigor
Portanto Conceição
Chame Abílio e peça perdão
No tempo que era nova
Fez a ele uma traição
Pulou cerca e andou muito
Junto com Zezinho Antão
Conceição você agora
Queira a Deus pedir perdão
Dos erros que cometeu
Neste mundo de ilusão
Pois Abílio está no seu
Rezando suas orações
De joelhos peça a Deus
Humilde de coração
Para ver se Jesus Cristo
De você tem compaixão
Agora Abílio morreu
Acabou a confusão
Você deve rezar muito
Humilde com contrição
Rogando a Deus para Abílio
Alcançar a salvação
E peça também a Deus
Que lhe dê conformação
No dia que ele morreu
Fui visitar Conceição
Ela estava tão chorosa
Vendo ele no caixão
E dizia: oh meu Deus
Que triste separação
É triste ver-se o lamento
Da pobre Conceição
Que perdeu seu esposo
Que amara de coração
E hoje vive sozinha
Com a triste separação
Conceição você agora
Já deve se conformar
Ele deve estar no céu
Encontrou um bom lugar
E vai pedir junto a Deus
Para seu lugar reservar
E depois dos sofrimentos
Deve estar bem descansada
Porque quando era casada
Só vivia de arengada
Agora ele morreu
Você está aposentada
Conceição você passou
Pelo golpe da amargura
Tão bom que você vivia
Só as duas criaturas
E hoje você sofrendo
No rigor da desventura
No íntimo ela dizia
Descansei meu coração
Ele já é falecido
Vejo ele no caixão
Daqui a pouco ele vai
Ser enterrado no chão
Autor: João Pereira
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