A MORTE DE ANTONIO ALENCAR
Quero aqui em poucas linhas
Uma homenagem prestar
A um saudoso amigo
Que aqui deixou de habitar
Foi morar no outro mundo
Nos deixou triste a chorar
Ele era um homem alegre
Gostava de palestrar
Uma palestra sadia
Sempre querendo agradar
Mas uma doença herdada
Vivia a lhe perturbar
Era uma doença grave
Que estava a lhe incomodar
Mas ele era muito forte
Procurava se livrar
Tentou até operação
Para poder escapar
Realizou-se em Recife
Esta grande operação
Ele quase não resiste
Pois parou seu coração
Mas os médicos foram ativos
E agiram de prontidão
Partiram-lhe meio a meio
Para seu coração tratar
E apesar de ser forte
Quase não pode escapar
Mas com ajuda de Deus
Pode a história contar
Quando chegou do Recife
Ainda estava abatido
Sempre brincava com ele
Para mudar-lhe o sentido
E em pouco tempo ele estava
Quase restabelecido
Passaram dias e meses
E ele sempre a melhorar
Já tratando dos negócios
Que sempre soube cuidar
Mas vivia precavido
Pra doença não voltar
Nunca se excedeu em nada
Procurando se zelar
Pois o seu caso era grave
Não podia descuidar
Pois até uma alegria
Poderia lhe matar
Dia 15 de novembro
Na eleição trabalhou
Por ser membro do partido
Que ele sempre ajudou
E quando foi alta noite
O seu coração falhou
A causa da sua morte
Eu aqui não vou falar
Pois é uma história triste
A mim não cabe julgar
Mas apelo para o meu bom Deus
Para todos perdoar
Sua esposa ainda está
Muito tristonha a chorar
E também toda família
Está sem se conformar
Pois ele ainda era moço
Tinha filhos pra criar
Portanto Anadir lhe peço
Pra sofrer com paciência
Observe que na vida
Precisa calma e prudência
Você ficou com três (3) filhos
Mas Deus toma providência
E acho que só nos resta
Ter logo a conformação
Pois Antônio está no seu
Alcançou a salvação
E está a orar por todos
Pra encontrar a solução
Portanto amigo Antônio
É triste está sem você
Mas tudo é feito por Deus
Temos que nos convencer
E para nós só nos resta
Continuar a viver.
João Pereira
PIO IX, NOVEMBRO DE 1982
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