A MORTE DE JOÃO DE GLÓRIA


Dia sete de setembro
Dia da Independência
Mataram um pai de família
Sem dó e sem complacência


Foi na Barra do Olho D’água
Que ouve esta traição
Mataram um pai de família
Sem dó e sem compaixão


Esse homem que morreu
Era o sr. João da Glória
Quem matou foi um sobrinho
Não pensou naquela hora


Ele ia com a família
Quando o perverso chegou
Deu vinte e oito(28) facadas
Cena triste de horror


O criminoso está preso
Não merece ter soltura
Matou um pai de família
Que vivia da agricultura


O caso está sem jeito
E não tem mais jeito a dar
Apelar para a justiça
Se ela quiser castigar


A viúva deste homem
Vive triste a chorar
Que perdeu seu esposo
Não pode  se conformar


Uns dizem que ele matou
Que foi com justa razão
Já outros dizem ao contrário
Foi por não ter coração


Zulmira hoje é viúva
Sofrendo esta grande dor
Por que perdeu seu esposo
Pela mão de um traidor


Portanto Dona Zulmira
Vá fazer suas orações
E pedir a Jesus Cristo
Pra lhe dar conformação

         FIM
                    PIO IX , 06/10/82

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