A MORTE DE ANTÔNIO GILBERTO
Embora muito saudoso
E também muito tristonho
Quero falar nestas rimas
Sobre a partida de Antônio
Que a chamado de Deus
Viajou pra o outro mundo
Ele era muito jovem
E adorava viver
Era amigo de todos
E tinha bom proceder
Vivia a fazer amizades
Sem a ninguém ofender
Era muito divertido
Gostava de gargalhar
Brincava com um e outro
Sem nunca se afobar
Ele era muito querido
Por todos deste lugar
Mas uma doença sem cura
De repente lhe atacou
Deixou-lhe muito abatido
Ele ao médico procurou
E o médico que era amigo
Vários remédios passou
Muitos dias se passaram
E ele os remédios usou
O abatimento aumentava
Nem um pouco melhorou
Depois tomou muito sangue
Que um pouco lhe encorajou
Mas com o passar dos dias
E ele sem melhorar
O médico chamou a família
Para lhes comunicar
Que o caso dele era grave
Era difícil escapar
Todos ficaram aflitos
Sem saber o que fazer
Mas ele era otimista
Pensava em sobreviver
Embora muito abatido
Nunca pensava em morrer
E nesta luta tremendo
Para de a morte escapar
Ele pedia a todos
Outro recurso tentar
Implorava a um e outro
Um meio de se salvar
Todo dia bem cedinho
Eu ia lhe visitar
E com palavras amigas
Tentava lhe conformar
Mas pra ele o único acordo
Era poder escapar
E como a nossa vida
É uma verdadeira ilusão
Só deus é quem determina
Ninguém marca o dia não
Antônio partiu pra o céu
Só ficou recordação
Foi no dia vinte e oito
Um sábado de fevereiro
O dia amanheceu nublado
E depois veio um chuveiro
Foi nesta hora tristonha
O seu adeus derradeiro
E hoje embora saudosos
Devemos nos conformar
É uma separação triste
Mas não podemos mudar
São coisas feitas por Deus
Não há como contestar
E mesmo a esta hora
Ele deve estar feliz
Por ter alcançado a graça
Do nosso grande Juiz
E está a orar por todos
Pra que sejamos felizes
A sua mãe ainda hoje
Vive tristonha a chorar
Mas eu aconselho a ela
Pra logo se conformar
Pois Antônio esta no céu
Alcançou um bom lugar
E assim sobrinho amigo
A quem eu tinha amizade
Aqui narrei sua história
Com muita sinceridade
Rogo que esteja feliz
Com Deus na eternidade.
João Pereira
PIO IX, junho de 1982
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